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Sobre Antonio Miranda
 
 


 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 
 

MARINA CRUZ GRACIA
( URUGUAI )

 Poetisa do Uruguai.                                                                          



(POEMAS EN DOS IDIOMAS – POEMAS EM DOIS IDIOMAS)
Org. Roberto Bianchi.  Montevideo: aBrace editora, 203.  120 p.  Inclui os poetas brasileiros: Angela Togeiro, Brenda Mar(qu)es, Christina Hernandes, Claudio Márcio Barbosa, Clevane Pessoa, Dymythryus Padilha, Fátima Sampaio, Fernando Braga, Gacy Simas, Giselle Serejo, Kydia Mateos, Lucas Guimaraens, Marcelo de Oliveira Souza, Marco Llobus, Marcos Freitas, Maria Angélica Bilá Bernardes, Mariney Klecz,  Neuza Ladeira, Nida Chalegre, Nilza Amaral, Nina
Reis, Noralia de Melo Castro, Novais Neto, Oleg Almeida, Pedro Franco, Roberto Ferrari, Rodrigo Marinho Starling, Rozelene Furtado de Lima, Tânia Diniz e  Tarcísio Pádua.   N. 06 518
Exemplar da biblioteca de Antonio Miranda.
                                                                        

                        

TEXTO EM PORTUGUÊS

 

NÓS

E o quarto encheu com a sua,
com a minha, com a nossa presença.
O espelho nebuloso,
Cego e circular
era um objeto coberto.
Meus cílios tocavam seu abdômen,
minhas mãos te viam;
fechavam e abriam...
você marcava o ritmo,
a cadência...
E o meu corpo entregue,
abandonado ao seu lado
e seu pequeno umbigo
centro do meu mundo,
me olhava insinuante
caminhos de desejo.
Um novo estalo,
de lágrimas mornas,
nos preencheu simultaneamente,
com gemidos abafados.


SEM PERMISSÃO

Enchi meus dias coam estrelas e planetas.
Derrubei muralhas de medos e correntes.
Sentei-me eternamente à sombra da árvore do
campo santo
e pensei quando e como seria a minha morte.
Arranquei ervas daninhas do meu espírito
se renovei meus aromas de limoeiros e jasmins.
Tirei velhos esqueletos e hábitos indignos
do  que tinha sido e não foi.
Lutei por meus sonhos e meus dias,
roubados da minha vida com ou sem permissão.
Encarei-a despojada de abrigo...
Enchendo-me sim, do que realmente me importa.
E lutei por meus sonhos... nas minhas noites e meus dias...
Vaguei pelo céu desprotegida e nua
e pisei na terra... descuidada.
para preencher-me dela sem um porquê ou permissão.


SENTIMENTO

Quero vestir-me com sinos e açucenas,
mas a bagagem ainda dói.
Difícil caminho tortuoso me trouxe,
por longa jornada até aqui.
Armaram redes,
campos de víboras,
e eu caí bem no meio.
Me espreitou o mundo rígido,
que plantaram para mim como tormento.
E deixaram-me em carne viva.
Dia a dia...
contemplei minhas dobras.
E com as chicotadas de carinho,
convenceram-me a seguir...
Agora trêmula e suada,
mas cheia de amor, começo a me cuidar.
Afastem-se de mim destruidores,
Abro os olhos em segredos
e tento reconhecer quem me ama.
Dói, ainda dói...
mas a escrava submissa com sua alma torturada,
morreu e dela renascerá caracóis,
portadores de vento e ondas.
Folhinhas... campo de nuvens.
Pequenas asas crescerão...
Chegarão a se espalhar...
E voarei roçando as sombras,
Até que chegue à luz e a meus umbrais.


TEXTO EN ESPAÑOL

 

NOSOTROS

Y el dormitorio se llenó de ti
de mí, de nosotros.
Y es espejo nublado,
ciego y redondo
fue un objeto empañado.
Mis pestañas tocaban tu abdomen.
Mis manos te veían;
doblada y desdoblada…
tú machabas el ritmo,
la cadencia…
Y mi cuerpo entregado,
vagabundo del tuyo
y tu pequeño ombligo,
centro de mi mundo,
me miraba ondulando
surcos de deseo.
Y un nuevo estallido,
de lágrimas tibias,
nos pobló en simultáneo,
con ahogados gemidos.     


SIN PERMISO

Y llené mis días de estrellas y planetas.
Derrumbé murallas de miedos y cadenas.
Me senté a la sempiterna sombra del ombú del camposanto
y pensé cuándo y cómo sería mi deceso.
Arranqué hierbajos malolientes de mi espíritu
y renové mis olores con azahares y jazmines.
Tiré viejos esqueletos y hábitos indignos

de lo que había sido y no debía.
Luché por mis sueños y mis días;
robados de mi vida con permiso o sin permiso.
Y me enfrenté a ella despojada de cobijo…
Llenándome de sí, de realmente me importa.
Y luché por mis sueños… en mis noches y mis días…
Vagué por el cielo sin protección y sin barbijo
y pisé la tierra… de modo desprolijo
para llenarme de ella sin un porqué ni un permiso.


SENTIMIENTO

Quiero vestirme de alelíes y campanas,
pero aún duele el equipaje.
Duro camino de zozobras me ha traído,
hasta aquí en largo viaje.
Tendieron las redes,
campo de víboras
y no caí justo en el centro.
Me acechó el mundo yerto,
que plantaron para mí como tormento.
Y en carne viva me dejaron. Día a día…  
contemplé mis nervaduras
Y con los latigazos de un te quiero,
me convencían de seguir…
Ahora temblorosa y sudorosa,
pero llena de quererme,
me estoy cuidando.
Apártense de mí los destructores.
Abro mis ojos con sigilo
e intento reconocer a quién me ama.
Duele, todavía duele… 
mas la esclava sumisa y con alma torturada,
murió y de ella renacerán caracolas,
portadoras de viento y oleaje.
Hojitas tiernas… campo de nubes.
Pequeñas alas crecerán…
Llegarán a extenderse…
Y volaré rozando las penumbras,
hasta llegar a la luz y a mis umbrales.


*
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Página publicada em janeiro de 2026.


 

 

 
 
 
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